Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
46

Nos sábados e Festas da Lua Nova

461Assim diz o Senhor Deus: A porta do átrio interior, que olha para o oriente, estará fechada durante os seis dias que são de trabalho; mas no sábado ela se abrirá e também no dia da Festa da Lua Nova. 2O príncipe entrará de fora pelo vestíbulo da porta e permanecerá junto da ombreira da porta; os sacerdotes prepararão o holocausto dele e os seus sacrifícios pacíficos, e ele adorará no limiar da porta e sairá; mas a porta não se fechará até à tarde. 3O povo da terra adorará na entrada da mesma porta, nos sábados e nas Festas da Lua Nova, diante do Senhor. 4O holocausto que o príncipe oferecer ao Senhor serão, no dia de sábado, seis cordeiros sem defeito e um carneiro sem defeito. 5A oferta de manjares será um efa para cada carneiro; para cada cordeiro, a oferta de manjares será o que puder dar; e de azeite, um him para cada efa. 6Mas, no dia da Festa da Lua Nova, será um novilho sem defeito e seis cordeiros e um carneiro; eles serão sem defeito. 7Preparará por oferta de manjares um efa para cada novilho e um efa para cada carneiro, mas, pelos cordeiros, segundo puder; e um him de azeite para cada efa. 8Quando entrar o príncipe, entrará pelo vestíbulo da porta e sairá pelo mesmo caminho.

Instruções referentes às ofertas

9Mas, quando vier o povo da terra perante o Senhor, nas festas fixas, aquele que entrar pela porta do norte, para adorar, sairá pela porta do sul; e aquele que entrar pela porta do sul sairá pela porta do norte; não tornará pela porta por onde entrou, mas sairá pela porta oposta. 10O príncipe entrará no meio deles, quando eles entrarem; em saindo eles, ele sairá. 11Nas solenidades e nas festas fixas, a oferta de manjares será um efa para cada novilho e um para cada carneiro; mas, pelos cordeiros, o que puder dar; e de azeite, um him para cada efa. 12Quando o príncipe preparar holocausto ou sacrifícios pacíficos como oferta voluntária ao Senhor, então, lhe abrirão a porta que olha para o oriente, e fará ele o seu holocausto e os seus sacrifícios pacíficos, como costuma fazer no dia de sábado; e sairá, e se fechará a porta depois de ele sair.

13Prepararás um cordeiro de um ano, sem defeito, em holocausto ao Senhor, cada dia; manhã após manhã, o prepararás. 14Juntamente com ele, prepararás, manhã após manhã, uma oferta de manjares para o Senhor, a sexta parte de um efa e, de azeite, a terça parte de um him, para misturar com a flor de farinha. Isto é estatuto perpétuo e contínuo. 15Assim prepararão o cordeiro, e a oferta de manjares, e o azeite, manhã após manhã, em holocausto contínuo.

16Assim diz o Senhor Deus: Quando o príncipe der um presente de sua herança a alguns de seus filhos, pertencerá a estes; será possessão deles por herança. 17Mas, dando ele um presente da sua herança a algum dos seus servos, será deste até ao ano da liberdade; então, tornará para o príncipe, porque a seus filhos, somente a eles, pertencerá a herança. 18O príncipe não tomará nada da herança do povo, não os esbulhará da sua possessão; da sua própria possessão deixará herança a seus filhos, para que o meu povo não seja retirado, cada um da sua possessão.

19Depois disto, o homem me trouxe, pela entrada que estava ao lado da porta, às câmaras santas dos sacerdotes, as quais olhavam para o norte; e eis que ali havia um lugar nos fundos extremos que olham para o ocidente. 20Ele me disse: Este é o lugar onde os sacerdotes cozerão a oferta pela culpa e a oferta pelo pecado e onde cozerão a oferta de manjares, para que não a tragam ao átrio exterior e assim santifiquem o povo.

21Então, me levou para fora, para o átrio exterior, e me fez passar aos quatro cantos do átrio; e eis que em cada canto do átrio havia outro átrio. 22Nos quatro cantos do átrio havia átrios pequenos, menores, de quarenta côvados de comprimento e trinta de largura; estes quatro cantos tinham a mesma dimensão. 23Havia um muro ao redor dos átrios, ao redor dos quatro, e havia lugares para cozer ao pé dos muros ao redor. 24E me disse: São estas as cozinhas, onde os ministros do templo cozerão o sacrifício do povo.

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A torrente das águas purificadoras

471Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas

47.1
Zc 14.8
Jo 7.38
Ap 22.1
de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar. 2Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito.

3Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos. 4Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. 5Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. 6E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio. 7Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado. 8Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. 9Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio. 10Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva. 11Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal. 12Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.

As fronteiras da terra de Israel

13Assim diz o Senhor Deus: Este será o limite pelo qual repartireis a terra em herança, segundo as doze tribos de Israel. José terá duas partes. 14Vós a repartireis em heranças iguais, tanto para um como para outro; pois jurei, levantando a mão, dá-la a vossos pais; assim, que esta mesma terra vos cairá a vós outros em herança.

15Este será o limite da terra: do lado norte, desde o mar Grande, caminho de Hetlom, até à entrada de Zedade, 16Hamate, Berota, Sibraim (que estão entre o limite de Damasco e o de Hamate), a cidade Hazer-Haticom (que está junto ao limite de Haurã). 17Assim, o limite será desde o mar até Hazar-Enom, o limite de Damasco, e, na direção do norte, está o limite de Hamate; este será o lado do Norte. 18O lado do oriente, entre Haurã, e Damasco, e Gileade, e a terra de Israel, será o Jordão; desde o limite do norte até ao mar do oriente, medireis; este será o lado do oriente. 19O lado do sul será desde Tamar até às águas de Meribá-Cades, junto ao ribeiro do Egito até ao mar Grande; este será o lado do sul. 20O lado do ocidente será o mar Grande, desde o limite do sul até à entrada de Hamate; este será o lado do ocidente.

21Repartireis, pois, esta terra entre vós, segundo as tribos de Israel. 22Será, porém, que a sorteareis para vossa herança e para a dos estrangeiros que moram no meio de vós, que gerarem filhos no meio de vós; e vos serão como naturais entre os filhos de Israel; convosco entrarão em herança, no meio das tribos de Israel. 23E será que, na tribo em que morar o estrangeiro, ali lhe dareis a sua herança, diz o Senhor Deus.

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Os limites de sete tribos

481São estes os nomes das tribos: desde a parte extrema do norte, via Hetlom, até à entrada de Hamate, até Hazar-Enom, o limite norte de Damasco até junto de Hamate e desde o lado oriental até ao ocidente, Dã terá uma porção. 2Limitando-se com Dã, desde o lado oriental até ao ocidental, Aser, uma porção. 3Limitando-se com Aser, desde o lado oriental até ao ocidental, Naftali, uma porção. 4Limitando-se com Naftali, desde o lado oriental até ao ocidental, Manassés, uma porção. 5Limitando-se com Manassés, desde o lado oriental até ao ocidental, Efraim, uma porção. 6Limitando-se com Efraim, desde o lado oriental até ao ocidental, Rúben, uma porção. 7Limitando-se com Rúben, desde o lado oriental até ao ocidental, Judá, uma porção. 8Limitando-se com Judá, desde o lado oriental até ao ocidental, será a região sagrada que haveis de separar, de vinte e cinco mil côvados de largura e de comprimento, o mesmo que o das porções, desde o lado oriental até ao ocidental; o santuário estará no meio dela. 9A região que haveis de separar ao Senhor será do comprimento de vinte e cinco mil côvados e da largura de dez mil. 10Esta região santa dos sacerdotes terá, ao norte, vinte e cinco mil côvados, ao ocidente, dez mil de largura, ao oriente, dez mil de largura e ao sul, vinte e cinco mil de comprimento; o santuário do Senhor estará no meio dela. 11Será para os sacerdotes santificados, para os filhos de Zadoque, que cumpriram o seu dever e não andaram errados, quando os filhos de Israel se extraviaram, como fizeram os levitas. 12Será região especial dentro da região sagrada, lugar santíssimo, fazendo limites com a porção dos levitas.

Os limites dos sacerdotes e dos levitas

13Os levitas, segundo o limite dos sacerdotes, terão vinte e cinco mil côvados de comprimento e dez mil de largura; todo o comprimento será vinte e cinco mil, e a largura, dez mil. 14Não venderão nada disto, nem trocarão, nem transferirão a outrem o melhor da terra, porque é santo ao Senhor.

Os limites da cidade

15Mas os cinco mil côvados que ficaram da largura diante dos vinte e cinco mil serão para o uso civil da cidade, para habitação e para arredores; a cidade estará no meio. 16Serão estas as suas medidas: o lado norte, de quatro mil e quinhentos côvados, o lado sul, de quatro mil e quinhentos, o lado oriental, de quatro mil e quinhentos, e o lado ocidental, de quatro mil e quinhentos. 17Os arredores da cidade serão, ao norte, de duzentos e cinquenta côvados, ao sul, de duzentos e cinquenta côvados, ao oriente, de duzentos e cinquenta e, ao ocidente, de duzentos e cinquenta. 18Quanto ao que ficou do resto do comprimento, paralelo à região sagrada, será de dez mil para o oriente e de dez mil para o ocidente e corresponderá à região sagrada; e o seu produto será para o sustento daqueles que trabalham na cidade. 19Lavrá-lo-ão os trabalhadores da cidade, provindos de todas as tribos de Israel. 20A região toda será de vinte e cinco mil côvados em quadrado, isto é, a região sagrada juntamente com a possessão da cidade.

Os limites do príncipe

21O que restar será para o príncipe, deste e do outro lado da região sagrada e da possessão da cidade. Por isso, aquilo que se estende dos vinte e cinco mil côvados em direção do oriente e também dos vinte e cinco mil côvados em direção do ocidente, paralelamente com as porções, será do príncipe; a região sagrada e o santuário do templo estarão no meio. 22Excetuando o que pertence aos levitas e a cidade que está no meio daquilo que pertence ao príncipe, entre o território de Judá e o de Benjamim, será isso para o príncipe.

Os limites das outras cinco tribos

23Quanto ao resto das tribos, desde o lado oriental até ao ocidental, Benjamim terá uma porção. 24Limitando-se com Benjamim, desde o lado oriental até ao ocidental, Simeão, uma porção. 25Limitando-se com Simeão, desde o lado oriental até ao ocidental, Issacar, uma porção. 26Limitando-se com Issacar, desde o lado oriental até ao ocidental, Zebulom, uma porção. 27Limitando-se com Zebulom, desde o lado oriental até ao ocidental, Gade, uma porção. 28Limitando-se com o território de Gade, ao sul, o limite será desde Tamar até às águas de Meribá-Cades, ao longo do ribeiro do Egito até ao mar Grande. 29Esta é a terra que sorteareis em herança às tribos de Israel; e estas, as suas porções, diz o Senhor Deus.

As portas da cidade

30São estas as saídas

48.30
Ap 21.12-13
da cidade: do lado norte, que mede quatro mil e quinhentos côvados, 31três portas: a porta de Rúben, a de Judá e a de Levi, tomando as portas da cidade os nomes das tribos de Israel; 32do lado oriental, quatro mil e quinhentos côvados e três portas, a saber: a porta de José, a de Benjamim e a de Dã; 33do lado sul, quatro mil e quinhentos côvados e três portas: a porta de Simeão, a de Issacar e a de Zebulom; 34do lado ocidental, quatro mil e quinhentos côvados e as suas três portas: a porta de Gade, a de Aser e a de Naftali. 35Dezoito mil côvados em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali.

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