Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
39

A queda de Gogue

391Tu, pois, ó filho do homem, profetiza ainda contra Gogue e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal. 2Far-te-ei que te volvas e te conduzirei, far-te-ei subir dos lados do Norte e te trarei aos montes de Israel. 3Tirarei o teu arco da tua mão esquerda e farei cair as tuas flechas da tua mão direita. 4Nos montes de Israel, cairás, tu, e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; a toda espécie de aves de rapina e aos animais do campo eu te darei, para que te devorem. 5Cairás em campo aberto, porque eu falei, diz o Senhor Deus. 6Meterei fogo em Magogue e nos que habitam seguros nas terras do mar; e saberão que eu sou o Senhor. 7Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel. 8Eis que vem e se cumprirá, diz o Senhor Deus; este é o dia de que tenho falado. 9Os habitantes das cidades de Israel sairão e queimarão, de todo, as armas, os escudos, os paveses, os arcos, as flechas, os bastões de mão e as lanças; farão fogo com tudo isto por sete anos. 10Não trarão lenha do campo, nem a cortarão dos bosques, mas com as armas acenderão fogo; saquearão aos que os saquearam e despojarão aos que os despojaram, diz o Senhor Deus.

O sepultamento das hordas de Gogue

11Naquele dia, darei ali a Gogue um lugar de sepultura em Israel, o vale dos Viajantes, ao oriente do mar; espantar-se-ão os que por ele passarem. Nele, sepultarão a Gogue e a todas as suas forças e lhe chamarão o vale das Forças de Gogue. 12Durante sete meses, estará a casa de Israel a sepultá-los, para limpar a terra. 13Sim, todo o povo da terra os sepultará; ser-lhes-á memorável o dia em que eu for glorificado, diz o Senhor Deus. 14Serão separados homens que, sem cessar, percorrerão a terra para sepultar os que entre os transeuntes tenham ficado nela, para a limpar; depois de sete meses, iniciarão a busca. 15Ao percorrerem eles a terra, a qual atravessarão, em vendo algum deles o osso de algum homem, porá ao lado um sinal, até que os enterradores o sepultem no vale das Forças de Gogue. 16Também o nome da cidade será o das Forças. Assim, limparão a terra.

O grande sacrifício do Senhor

17Tu, pois, ó filho do homem, assim diz o Senhor Deus: Dize às aves

39.17
Ap 19.17-18
de toda espécie e a todos os animais do campo: Ajuntai-vos e vinde, ajuntai-vos de toda parte para o meu sacrifício, que eu oferecerei por vós, sacrifício grande nos montes de Israel; e comereis carne e bebereis sangue. 18Comereis a carne dos poderosos e bebereis o sangue dos príncipes da terra, dos carneiros, dos cordeiros, dos bodes e dos novilhos, todos engordados em Basã. 19Do meu sacrifício, que oferecerei por vós, comereis a gordura até vos fartardes e bebereis o sangue até vos embriagardes. 20À minha mesa, vós vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valentes e de todos os homens de guerra, diz o Senhor Deus.

21Manifestarei a minha glória entre as nações, e todas as nações verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado. 22Desse dia em diante, os da casa de Israel saberão que eu sou o Senhor, seu Deus. 23Saberão as nações que os da casa de Israel, por causa da sua iniquidade, foram levados para o exílio, porque agiram perfidamente contra mim, e eu escondi deles o rosto, e os entreguei nas mãos de seus adversários, e todos eles caíram à espada. 24Segundo a sua imundícia e as suas transgressões, assim me houve com eles e escondi deles o rosto.

25Portanto, assim diz o Senhor Deus: Agora, tornarei a mudar a sorte de Jacó e me compadecerei de toda a casa de Israel; terei zelo pelo meu santo nome. 26Esquecerão a sua vergonha e toda a perfídia com que se rebelaram contra mim, quando eles habitarem seguros na sua terra, sem haver quem os espante, 27quando eu tornar a trazê-los de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e tiver vindicado neles a minha santidade perante muitas nações. 28Saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, quando virem que eu os fiz ir para o cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e que lá não deixarei a nenhum deles. 29Já não esconderei deles o rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus.

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A visão do templo

401No ano vigésimo quinto do nosso exílio, no princípio do ano, no décimo dia do mês, catorze anos após ter caído a cidade, nesse mesmo dia, veio sobre mim a mão do Senhor, e ele me levou para lá. 2Em visões, Deus me levou à terra de Israel e me pôs sobre um monte muito alto;

40.2
Ap 21.10
sobre este havia um como edifício de cidade, para o lado sul. 3Ele me levou para lá, e eis um homem cuja aparência era como a do bronze; estava de pé na porta e tinha na mão um cordel de linho e uma cana de medir.
40.3
Ap 11.1
21.15
4Disse-me o homem: Filho do homem, vê com os próprios olhos, ouve com os próprios ouvidos; e põe no coração tudo quanto eu te mostrar, porque para isso foste trazido para aqui; anuncia, pois, à casa de Israel tudo quanto estás vendo.

5Vi um muro exterior que rodeava toda a casa

40.5
1Rs 6.1-38
2Cr 3.1-9
e, na mão do homem, uma cana de medir, de seis côvados, cada um dos quais media um côvado e quatro dedos. Ele mediu a largura do edifício, uma cana; e a altura, uma cana. 6Então, veio à porta que olhava para o oriente e subiu pelos seus degraus; mediu o limiar da porta: uma cana de largura, e o outro limiar: uma cana de largura. 7Cada câmara tinha uma cana de comprido e uma cana de largura; o espaço entre uma e outra câmara era de cinco côvados; o limiar da porta, junto ao vestíbulo da porta interior, tinha uma cana. 8Também mediu o vestíbulo da porta interior: uma cana. 9Então, mediu o vestíbulo da porta, que tinha oito côvados; e os seus pilares: dois côvados; o vestíbulo olha do interior da casa para a porta. 10A porta para o lado oriental possuía três câmaras de cada lado, cuja medida era a mesma para cada uma; também os pilares deste lado e do outro mediam o mesmo. 11Mediu mais a largura da entrada da porta, que era de dez côvados; a profundidade da entrada: treze côvados. 12O espaço em frente das câmaras era de um côvado, e de um côvado, o espaço do outro lado; cada câmara tinha seis côvados em quadrado. 13Então, mediu a porta desde a extremidade do teto de uma câmara até à da outra: vinte e cinco côvados de largura; e uma porta defronte da outra. 14Mediu a distância até aos pilares, sessenta côvados, e o átrio se estendia até aos pilares em redor da porta. 15Desde a dianteira da porta da entrada até à dianteira do vestíbulo da porta interior, havia cinquenta côvados. 16Havia também janelas com fasquias fixas superpostas para as câmaras e para os pilares, e da mesma sorte, para os vestíbulos; as janelas estavam à roda pela parte de dentro, e nos pilares havia palmeiras esculpidas.

17Ele me levou ao átrio exterior; e eis que havia nele câmaras e um pavimento feito no átrio em redor; defronte deste pavimento havia trinta câmaras. 18O pavimento ao lado das portas era a par do comprimento das portas; era o pavimento inferior. 19Então, mediu a largura desde a dianteira da porta inferior até à dianteira do átrio interior, por fora: cem côvados do lado leste e do norte.

20Quanto à porta que olhava para o norte, no átrio exterior, ele mediu o seu comprimento e a sua largura. 21As suas câmaras, três de um lado e três do outro, e os seus pilares, e os seus vestíbulos eram da medida do primeiro vestíbulo; de cinquenta côvados era o seu comprimento, e a largura, de vinte e cinco côvados. 22As suas janelas, e os seus vestíbulos, e as suas palmeiras eram da medida da porta que olhava para o oriente; subia-se para ela por sete degraus, e o seu vestíbulo estava diante dela. 23Essa porta do átrio interior estava defronte tanto da porta do norte como da do oriente; e mediu, de porta a porta, cem côvados.

24Então, ele me levou para o lado sul, e eis que havia ali uma porta que olhava para o sul; e mediu os seus pilares e os seus vestíbulos, que tinham as mesmas dimensões. 25Havia também janelas em redor dos seus vestíbulos, como as outras janelas; cinquenta côvados, o comprimento do vestíbulo, e a largura, vinte e cinco côvados. 26De sete degraus eram as suas subidas, e os seus vestíbulos estavam diante deles; e tinha palmeiras esculpidas, uma de um lado e outra do outro, nos seus pilares. 27Também havia uma porta no átrio interior para o sul; e mediu, de porta a porta, para o sul, cem côvados.

28Então, me levou ao átrio interior pela porta do sul; e mediu a porta do sul, que tinha as mesmas dimensões. 29As suas câmaras, e os seus pilares, e os seus vestíbulos eram segundo estas medidas; e tinham também janelas ao redor dos seus vestíbulos; o comprimento do vestíbulo era de cinquenta côvados, e a largura, de vinte e cinco côvados. 30Havia vestíbulos em redor; o comprimento era de vinte e cinco côvados, e a largura, de cinco côvados. 31Os seus vestíbulos olhavam para o átrio exterior, e havia palmeiras nos seus pilares; e de oito degraus eram as suas subidas.

32Depois, me levou ao átrio interior, para o oriente, e mediu a porta, que tinha as mesmas dimensões. 33Também as suas câmaras, e os seus pilares, e os seus vestíbulos, segundo estas medidas; havia também janelas em redor dos seus vestíbulos; o comprimento do vestíbulo era de cinquenta côvados, e a largura, de vinte e cinco côvados. 34Os seus vestíbulos olhavam para o átrio exterior; também havia palmeiras nos seus pilares, de um e de outro lado; e eram as suas subidas de oito degraus.

35Então, me levou à porta do norte e a mediu; tinha as mesmas dimensões. 36Também as suas câmaras, e os seus pilares, e os seus vestíbulos, e as suas janelas em redor; o comprimento do vestíbulo era de cinquenta côvados, e a largura, de vinte e cinco côvados. 37Os seus pilares olhavam para o átrio exterior; também havia palmeiras nos seus pilares, de um e de outro lado; e eram as suas subidas de oito degraus.

38A sua câmara e a sua entrada estavam junto aos pilares dos vestíbulos onde lavavam o holocausto. 39No vestíbulo da porta havia duas mesas de um lado e duas do outro, para nelas se degolar o holocausto e a oferta pelo pecado e pela culpa. 40Também do lado de fora da subida para a entrada da porta do norte havia duas mesas; e, no outro lado do vestíbulo da porta, havia duas mesas. 41Quatro mesas de um lado, e quatro do outro lado; junto à porta, oito mesas, sobre as quais imolavam. 42As quatro mesas para o holocausto eram de pedras lavradas; o comprimento era de um côvado e meio, a largura, de um côvado e meio, e a altura, de um côvado; sobre elas se punham os instrumentos com que imolavam o holocausto e os sacrifícios. 43Os ganchos, de quatro dedos de comprimento, estavam fixados por dentro ao redor, e sobre as mesas estava a carne da oblação.

44Fora da porta interior estavam duas câmaras dos cantores, no átrio de dentro; uma, do lado da porta do norte, e olhava para o sul; outra, do lado da porta do sul, e olhava para o norte. 45Ele me disse: Esta câmara que olha para o sul é para os sacerdotes que têm a guarda do templo. 46Mas a câmara que olha para o norte é para os sacerdotes que têm a guarda do altar; são estes os filhos de Zadoque, os quais, dentre os filhos de Levi, se chegam ao Senhor para o servirem. 47Ele mediu o átrio: comprimento, cem côvados, largura, cem côvados, um quadrado; o altar estava diante do templo.

48Então, me levou ao vestíbulo do templo e mediu cada pilar do vestíbulo, cinco côvados de um lado e cinco do outro; e a largura da porta, três côvados de um lado e três do outro. 49O comprimento do vestíbulo era de vinte côvados, e a largura, de onze; e era por degraus que se subia. Havia colunas junto aos pilares, uma de um lado e outra do outro.

41

411Então, me levou ao templo e mediu os pilares, seis côvados de largura de um lado e seis de largura do outro, que era a largura do tabernáculo. 2A largura da entrada: dez côvados; os lados da entrada: cinco côvados de um lado e cinco do outro; também mediu a profundidade da entrada: quarenta côvados, e a largura: vinte côvados. 3Penetrou e mediu o pilar da entrada: dois côvados, a altura da entrada: seis côvados, e a largura da entrada: sete côvados. 4Também mediu o seu comprimento: vinte côvados, e a largura: vinte côvados, diante do templo, e me disse: Este é o Santo dos Santos.

5Então, mediu a parede do templo: seis côvados, e a largura de cada câmara lateral: quatro côvados, por todo o redor do templo. 6As câmaras laterais estavam em três andares, câmara sobre câmara, trinta em cada andar; e havia reentrâncias na parede do templo ao redor, para as câmaras laterais, para que as vigas se apoiassem nelas e não fossem introduzidas na parede do templo. 7As câmaras laterais aumentavam em largura de andar para andar, correspondendo às reentrâncias do templo de andar em andar ao redor; daí ter o templo mais largura em cima. Assim, se subia do andar inferior para o superior pelo intermediário. 8E vi um pavimento elevado ao redor do templo; eram os fundamentos das câmaras laterais de uma cana inteira, isto é, de seis côvados de altura. 9A grossura da parede das câmaras laterais de fora era de cinco côvados; e a área aberta entre as câmaras laterais, que estavam junto ao templo 10e às células, tinha a largura de vinte côvados por todo o redor do templo. 11As entradas das câmaras laterais estavam voltadas para a área aberta: uma entrada para o norte e outra para o sul; a largura da área aberta era de cinco côvados em redor.

12O edifício que estava numa área separada, do lado ocidental, tinha a largura de setenta côvados; a parede do edifício era de cinco côvados de largura em redor, e o seu comprimento, de noventa côvados. 13Assim, mediu o templo: cem côvados de comprimento, como também a área separada, o edifício e as suas paredes: cem côvados de comprimento. 14A largura da frente oriental do templo e da área separada, de uma e de outra parte: cem côvados.

15Também mediu o comprimento do edifício, que estava na área separada e por detrás do templo, e as suas galerias de uma e de outra parte: cem côvados.

O templo propriamente dito, o Santíssimo e o vestíbulo do átrio eram apainelados. 16As janelas, de fasquias fixas superpostas, estavam ao redor dos três lugares. Dentro, as paredes estavam cobertas de madeira em redor, e isto desde o chão até às janelas, que estavam cobertas. 17No espaço em cima da porta, e até ao templo de dentro e de fora, e em toda a parede em redor, por dentro e por fora, havia obras de escultura, 18querubins e palmeiras, de sorte que cada palmeira estava entre querubim e querubim, e cada querubim tinha dois rostos, 19a saber, um rosto de homem olhava para a palmeira de um lado, e um rosto de leãozinho, para a palmeira do outro lado; assim se fez pela casa toda ao redor. 20Desde o chão até acima da entrada estavam feitos os querubins e as palmeiras, como também pela parede do templo. 21As ombreiras do templo eram quadradas, e, no tocante à entrada do Santo dos Santos, era esta da mesma aparência. 22O altar de madeira era de três côvados de altura, e o seu comprimento, de dois côvados; os seus cantos, a sua base e as suas paredes eram de madeira; e o homem me disse: Esta é a mesa que está perante o Senhor. 23O templo e o Santíssimo, ambos tinham duas portas. 24Havia duas folhas para as portas, duas folhas dobráveis; duas para cada porta. 25Nelas, isto é, nas portas do templo, foram feitos querubins e palmeiras, como estavam feitos nas paredes, e havia um baldaquino de madeira na frontaria do vestíbulo por fora. 26E havia janelas de fasquias fixas superpostas e palmeiras, em ambos os lados do vestíbulo, como também nas câmaras laterais do templo e no baldaquino.

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