Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
15

O cântico de Moisés

151Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico

15.1
Ap 15.3
ao Senhor, e disseram:

Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente;

lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

2O Senhor é a minha força e o meu cântico;

15.2
Sl 118.14
Is 12.2

ele me foi por salvação;

este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei;

ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei.

3O Senhor é homem de guerra;

Senhor é o seu nome.

4Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército;

e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho.

5Os vagalhões os cobriram;

desceram às profundezas como pedra.

6A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder;

a tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo.

7Na grandeza da tua excelência, derribas os que se levantam contra ti;

envias o teu furor, que os consome como restolho.

8Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas,

as correntes pararam em montão;

os vagalhões coalharam-se no coração do mar.

9O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei,

repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles,

arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá.

10Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu;

afundaram-se como chumbo em águas impetuosas.

11Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses?

Quem é como tu, glorificado em santidade,

terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?

12Estendeste a destra;

e a terra os tragou.

13Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste;

com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.

14Os povos o ouviram, eles estremeceram;

agonias apoderaram-se dos habitantes da Filístia.

15Ora, os príncipes de Edom se perturbam,

dos poderosos de Moabe se apodera temor,

esmorecem todos os habitantes de Canaã.

16Sobre eles cai espanto e pavor;

pela grandeza do teu braço, emudecem como pedra;

até que passe o teu povo, ó Senhor,

até que passe o povo que adquiriste.

17Tu o introduzirás e o plantarás no monte da tua herança,

no lugar que aparelhaste, ó Senhor, para a tua habitação,

no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

18O Senhor reinará por todo o sempre.

19Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavalarianos, entraram no mar, e o Senhor fez tornar sobre eles as águas do mar; mas os filhos de Israel passaram a pé enxuto pelo meio do mar.

Antífona de Miriã e das mulheres

20A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças. 21E Miriã lhes respondia:

Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou

e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

As águas amargas tornam-se doces

22Fez Moisés partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água. 23Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. 24E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25Então, Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, 26e disse: Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara.

27Então, chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e se acamparam junto das águas.