Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
3

A vocação dos gentios e o apostolado de Paulo

31Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus, por amor de vós, gentios, 2se é que tendes ouvido a respeito da dispensação da graça de Deus a mim confiada para vós outros; 3pois, segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, conforme escrevi há pouco, resumidamente; 4pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo, 5o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito, 6a saber, que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho; 7do qual fui constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder. 8A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo 9e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, 10para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, 11segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, 12pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele. 13Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, pois nisso está a vossa glória.

3.1-13
Cl 1.24-29

Paulo ora novamente

14Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, 15de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, 16para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; 17e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.

20Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, 21a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!

4

A unidade da fé

41Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, 2com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, 3esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; 4há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; 5há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

O santo ministério e o serviço dos santos

7E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. 8Por isso, diz:

Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.

4.8
Sl 68.18

9Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?4.9 às regiões inferiores da terra; ou regiões inferiores, à terra 10Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. 11E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, 13até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, 14para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. 15Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16de quem todo o corpo,

4.16
Cl 2.19
bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
4.1-16
Cl 3.12-15

A santidade cristã oposta à dissolução

17Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, 18obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, 19os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. 20Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, 21se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, 22no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, 23e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, 24e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus,

4.24
Gn 1.26
em justiça e retidão procedentes da verdade.

Exortações à santidade

25Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade

4.25
Zc 8.16
com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. 26Irai-vos e não pequeis;
4.26
Sl 4.4
não se ponha o sol sobre a vossa ira, 27nem deis lugar ao diabo. 28Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. 29Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. 30E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. 31Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. 32Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros,
4.32
Cl 3.13
como também Deus, em Cristo, vos perdoou.
4.17-32
Cl 3.1-11

5

51Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; 2e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

5.2
Êx 29.18

O fruto da luz e as obras das trevas

3Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; 4nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. 5Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. 6Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7Portanto, não sejais participantes com eles. 8Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz 9(porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), 10provando sempre o que é agradável ao Senhor. 11E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. 12Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. 13Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz. 14Pelo que diz:

Desperta, ó tu que dormes,

levanta-te de entre os mortos,

e Cristo te iluminará.

15Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, 16remindo o tempo,

5.16
Cl 4.5
porque os dias são maus. 17Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. 18E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, 19falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, 20dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
5.15-20
Cl 3.16-17
21sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

O lar cristão: marido e mulher

22As mulheres

5.22
1Pe 3.1
sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; 23porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. 24Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. 25Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30porque somos membros do seu corpo. 31Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne.
5.31
Gn 2.24
32Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. 33Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido.