Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
7

A defesa de Estêvão

71Então, lhe perguntou o sumo sacerdote: Porventura, é isto assim? 2Estêvão respondeu: Varões irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, 3e lhe disse: Sai da tua terra e da tua parentela e vem para a terra que eu te mostrarei.

7.2-3
Gn 12.1
4Então, saiu da terra
7.4
Gn 11.31
dos caldeus e foi habitar em Harã. E dali, com a morte de seu pai, Deus o trouxe
7.4
Gn 12.4
para esta terra em que vós agora habitais. 5Nela, não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela
7.5
Gn 12.7
13.15
15.18
17.8
e, depois dele, à sua descendência, não tendo ele filho. 6E falou Deus que a sua descendência seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravizados e maltratados por quatrocentos anos; 7eu, disse Deus, julgarei a nação da qual forem escravos; e, depois disto, sairão daí e me servirão neste lugar.
7.6-7
Gn 15.13-14
8Então, lhe deu a aliança da circuncisão;
7.8
Gn 17.10-14
assim, nasceu Isaque,
7.8
Gn 21.2-4
e Abraão o circuncidou ao oitavo dia; de Isaque procedeu Jacó,
7.8
Gn 25.26
e deste, os doze patriarcas.
7.8
Gn 29.31—35.18
9Os patriarcas, invejosos
7.9
Gn 37.11
de José, venderam-no para o Egito;
7.9
Gn 37.28
mas Deus estava com ele
7.9
Gn 39.2,21
10e livrou-o de todas as suas aflições, concedendo-lhe também graça e sabedoria perante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador daquela nação
7.10
Gn 41.39-41
e de toda a casa real. 11Sobreveio, porém, fome
7.11
Gn 41.54-57
em todo o Egito; e, em Canaã, houve grande tribulação, e nossos pais não achavam mantimentos. 12Mas, tendo ouvido Jacó
7.12
Gn 42.1-2
que no Egito havia trigo, enviou, pela primeira vez, os nossos pais. 13Na segunda vez, José se fez reconhecer
7.13
Gn 45.1
por seus irmãos, e se tornou conhecida de Faraó a família de José. 14Então, José mandou chamar a Jacó,
7.14
Gn 45.9-10
seu pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pessoas.
7.14
Gn 46.27
15Jacó desceu ao Egito,
7.15
Gn 46.1-7
e ali morreu
7.15
Gn 49.33
ele e também nossos pais; 16e foram transportados para Siquém
7.16
Gn 50.7-13
Js 24.32
e postos no sepulcro que Abraão ali comprara
7.16
Gn 23.3-16
33.19
a dinheiro aos filhos de Hamor.

17Como, porém, se aproximasse o tempo da promessa que Deus jurou a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito, 18até que se levantou ali outro rei, que não conhecia a José.

7.17-18
Êx 1.7-8
19Este outro rei tratou com astúcia
7.19
Êx 1.10-11
a nossa raça e torturou os nossos pais, a ponto de forçá-los a enjeitar
7.19
Êx 1.22
seus filhos, para que não sobrevivessem. 20Por esse tempo, nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses, foi ele mantido na casa de seu pai; 21quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.
7.20-21
Êx 2.2-10
22E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.

23Quando completou quarenta anos, veio-lhe a ideia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel. 24Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam. 26No dia seguinte, aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros? 27Mas o que agredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós? 28Acaso, queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio? 29A estas palavras Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.

7.29
Êx 18.3-4
7.23-29
Êx 2.11-22

30Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia. 31Moisés, porém, diante daquela visão, ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor: 32Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la. 33Disse-lhe o Senhor: Tira a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 34Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito.

7.30-34
Êx 3.1-10

35A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. 36Este os tirou, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito,

7.36
Êx 7.3
assim como no mar Vermelho
7.36
Êx 14.21
e no deserto, durante quarenta anos.
7.36
Nm 14.33
37Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.
7.37
Dt 18.15-18
38É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava
7.38
Êx 19.1—20.17
Dt 5.1-33
no monte Sinai e com os nossos pais; o qual recebeu palavras vivas para no-las transmitir. 39A quem nossos pais não quiseram obedecer; antes, o repeliram e, no seu coração, voltaram para o Egito, 40dizendo a Arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. 41Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos.
7.39-41
Êx 32.1-6
42Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial, como está escrito no Livro dos Profetas:

Ó casa de Israel, porventura, me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto, pelo espaço de quarenta anos,

43e, acaso, não levantastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que fizestes para as adorar? Por isso, vos desterrarei para além da Babilônia.

7.42-43
Am 5.25-27

44O tabernáculo do Testemunho estava entre nossos pais no deserto, como determinara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.

7.44
Êx 25.9-40
45O qual também nossos pais, com Josué,
7.45
Js 3.14-17
tendo-o recebido, o levaram, quando tomaram posse das nações que Deus expulsou da presença deles, até aos dias de Davi. 46Este achou graça diante de Deus e lhe suplicou a faculdade de prover morada para o Deus de Jacó.
7.45-46
2Sm 7.1-16
1Cr 17.1-14
47Mas foi Salomão
7.47
1Rs 6.1-38
2Cr 3.1-17
quem lhe edificou a casa. 48Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta:

49O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?

50Não foi, porventura, a minha mão que fez todas estas coisas?

7.49-50
Is 66.1-2

51Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo;

7.51
Is 63.10
assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. 52Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, 53vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes.

A morte de Estêvão

54Ouvindo eles isto, enfureciam-se no seu coração e rilhavam os dentes contra ele. 55Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, 56e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus. 57Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele. 58E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. 59E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! 60Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.

8

81E Saulo consentia na sua morte.

A primeira perseguição à igreja

At 26.9-11

Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria. 2Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele. 3Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.

Filipe prega em Samaria

4Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. 6As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. 7Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8E houve grande alegria naquela cidade.

Simão, o mágico

9Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; 10ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. 11Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. 12Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. 13O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados.

Pedro e João em Samaria

14Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; 15os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; 16porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. 17Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. 18Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, 19propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo. 20Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus. 21Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus.

8.21
Sl 78.37
22Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração; 23pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniquidade. 24Respondendo, porém, Simão lhes pediu: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que dissestes sobrevenha a mim.

25Eles, porém, havendo testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos.

Filipe e o eunuco

26Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. 27Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, 28estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. 29Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. 30Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? 31Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta:

Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca.

33Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada.

8.32-33
Is 53.7-8

34Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? 35Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. 36Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? 37[Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] 38Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo. 40Mas Filipe veio a achar-se em Azoto; e, passando além, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.
9

A conversão de Saulo

At 22.4-11; 26.9-18

91Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote 2e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. 3Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, 4e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; 6mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. 7Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém. 8Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco. 9Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.

A visita de Ananias

At 22.12-16

10Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor! 11Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando 12e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista. 13Ananias, porém, respondeu: Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; 14e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. 15Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; 16pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome. 17Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo. 18Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado. 19E, depois de ter-se alimentado, sentiu-se fortalecido. Então, permaneceu em Damasco alguns dias com os discípulos.

Saulo prega em Damasco

20E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus. 21Ora, todos os que o ouviam estavam atônitos e diziam: Não é este o que exterminava em Jerusalém os que invocavam o nome de Jesus e para aqui veio precisamente com o fim de os levar amarrados aos principais sacerdotes? 22Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.

23Decorridos muitos dias, os judeus deliberaram entre si tirar-lhe a vida; 24porém o plano deles chegou ao conhecimento de Saulo. Dia e noite guardavam também as portas, para o matarem. 25Mas os seus discípulos tomaram-no de noite e, colocando-o num cesto, desceram-no pela muralha.

Saulo em Jerusalém e em Tarso

26Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. 27Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. 28Estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. 29Falava e discutia com os helenistas; mas eles procuravam tirar-lhe a vida. 30Tendo, porém, isto chegado ao conhecimento dos irmãos, levaram-no até Cesareia e dali o enviaram para Tarso.

A igreja cresce

31A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.

A cura de Eneias

32Passando Pedro por toda parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida. 33Encontrou ali certo homem, chamado Eneias, que havia oito anos jazia de cama, pois era paralítico. 34Disse-lhe Pedro: Eneias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma o teu leito. Ele, imediatamente, se levantou. 35Viram-no todos os habitantes de Lida e Sarona, os quais se converteram ao Senhor.

A ressurreição de Dorcas

36Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, nome este que, traduzido, quer dizer Dorcas; era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia. 37Ora, aconteceu, naqueles dias, que ela adoeceu e veio a morrer; e, depois de a lavarem, puseram-na no cenáculo. 38Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens que lhe pedissem: Não demores em vir ter conosco. 39Pedro atendeu e foi com eles. Tendo chegado, conduziram-no para o cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas. 40Mas Pedro, tendo feito sair a todos, pondo-se de joelhos, orou; e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te! Ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, sentou-se. 41Ele, dando-lhe a mão, levantou-a; e, chamando os santos, especialmente as viúvas, apresentou-a viva. 42Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos creram no Senhor. 43Pedro ficou em Jope muitos dias, em casa de um curtidor chamado Simão.

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