Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
24

241Nos dias de Jeoaquim, subiu Nabucodonosor, rei da Babilônia,

24.1
Jr 25.1-38
Dn 1.1-2
contra ele, e ele, por três anos, ficou seu servo; então, se rebelou contra ele. 2Enviou o Senhor contra Jeoaquim bandos de caldeus, e bandos de siros, e de moabitas, e dos filhos de Amom; enviou-os contra Judá para o destruir, segundo a palavra que o Senhor falara pelos profetas, seus servos. 3Com efeito, isto sucedeu a Judá por mandado do Senhor, que o removeu da sua presença, por causa de todos os pecados cometidos por Manassés, 4como também por causa do sangue inocente que ele derramou, com o qual encheu a cidade de Jerusalém; por isso, o Senhor não o quis perdoar.

5Quanto aos mais atos de Jeoaquim e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá? 6Descansou Jeoaquim com seus pais; e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar. 7O rei do Egito nunca mais saiu da sua terra; porque o rei da Babilônia tomou tudo quanto era dele, desde o ribeiro do Egito até ao rio Eufrates.

O reinado de Joaquim

2Cr 36.9

8Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe se chamava Neústa e era filha de Elnatã, de Jerusalém. 9Fez ele o que era mau perante o Senhor, conforme tudo quanto fizera seu pai.

Nabucodonosor leva cativa a nobreza de Jerusalém

10Naquele tempo, subiram os servos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém, e a cidade foi cercada. 11Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio à cidade, quando os seus servos a sitiavam. 12Então, subiu Joaquim,

24.12
Jr 22.24-30
24.1-10
29.1-2
rei de Judá, a encontrar-se com o rei da Babilônia, ele, sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus oficiais; e o rei da Babilônia, no oitavo ano do seu reinado, o levou cativo. 13Levou dali todos os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e, segundo tinha dito o Senhor, cortou em pedaços todos os utensílios de ouro que fizera Salomão, rei de Israel, para o templo do Senhor. 14Transportou a toda a Jerusalém, todos os príncipes, todos os homens valentes, todos os artífices e ferreiros, ao todo dez mil; ninguém ficou, senão o povo pobre da terra. 15Transferiu também a Joaquim para a Babilônia;
24.15
Ez 17.12
a mãe do rei, as mulheres deste, seus oficiais e os homens principais da terra, ele os levou cativos de Jerusalém à Babilônia. 16Todos os homens valentes, até sete mil, e os artífices, e ferreiros, até mil, todos eles destros na guerra, levou-os o rei da Babilônia cativos para a Babilônia. 17O rei da Babilônia estabeleceu rei,
24.17
Jr 37.1
Ez 17.13
em lugar de Joaquim, ao tio paterno deste, Matanias, de quem mudou o nome para Zedequias.

O reinado de Zedequias

2Cr 36.10-12; Jr 52.1-3

18Tinha Zedequias a idade de vinte e um anos quando começou a reinar

24.18
Jr 27.1-22
28.1-17
e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal e era filha de Jeremias, de Libna. 19Fez ele o que era mau perante o Senhor, conforme tudo quanto fizera Joaquim.

A queda de Jerusalém

Jr 39.1-7; 52.3-11

20Assim sucedeu por causa da ira do Senhor contra Jerusalém e contra Judá, a ponto de os rejeitar de sua presença. Zedequias rebelou-se

24.20
Ez 17.15
contra o rei da Babilônia.

25

251Sucedeu que, no nono ano do reinado de Zedequias, aos dez dias do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio contra Jerusalém, ele e todo o seu exército, e se acamparam contra ela,

25.1
Jr 21.1-10
Ez 24.2
e levantaram contra ela tranqueiras em redor. 2A cidade ficou sitiada até ao undécimo ano do rei Zedequias. 3Aos nove dias do quarto mês, quando a cidade se via apertada da fome, e não havia pão para o povo da terra, 4então, a cidade foi arrombada,
25.4
Ez 33.21
e todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta que está entre os dois muros perto do jardim do rei, a despeito de os caldeus se acharem contra a cidade em redor; o rei fugiu pelo caminho da Campina, 5porém o exército dos caldeus perseguiu o rei Zedequias e o alcançou nas campinas de Jericó; e todo o exército deste se dispersou e o abandonou. 6Então, o tomaram preso e o fizeram subir ao rei da Babilônia, a Ribla, o qual lhe pronunciou a sentença. 7Aos filhos de Zedequias mataram à sua própria vista e a ele vazaram os olhos;
25.7
Ez 12.13
ataram-no com duas cadeias de bronze e o levaram para a Babilônia.

O cativeiro de Judá

2Cr 36.17-21; Jr 39.8-10; 52.12-30

8No sétimo dia do quinto mês, do ano décimo nono de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã, chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia, veio a Jerusalém. 9E queimou a Casa do Senhor

25.9
1Rs 9.8
e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém; também entregou às chamas todos os edifícios importantes. 10Todo o exército dos caldeus que estava com o chefe da guarda derribou os muros em redor de Jerusalém. 11O mais do povo que havia ficado na cidade, e os desertores que se entregaram ao rei da Babilônia, e o mais da multidão, Nebuzaradã, o chefe da guarda, levou cativos. 12Porém dos mais pobres da terra deixou o chefe da guarda ficar alguns para vinheiros e para lavradores. 13Cortaram em pedaços os caldeus as colunas de bronze
25.13
1Rs 7.15-22
2Cr 3.15-17
que estavam na Casa do Senhor, como também os suportes e o mar de bronze
25.13
1Rs 7.23-26
2Cr 4.2-5
que estavam na Casa do Senhor; e levaram o bronze para a Babilônia. 14Levaram também as panelas, as pás,
25.14
1Rs 7.45
2Cr 4.16
as espevitadeiras, os recipientes de incenso e todos os utensílios de bronze, com que se ministrava. 15Tomou também o chefe da guarda os braseiros, as bacias e tudo quanto fosse de ouro ou de prata. 16Quanto às duas colunas, ao mar e aos suportes que Salomão fizera para a Casa do Senhor, o peso do bronze de todos estes utensílios era incalculável. 17A altura de uma coluna era de dezoito côvados, e sobre ela havia um capitel de bronze de três côvados de altura; a obra de rede e as romãs sobre o capitel ao redor, tudo era de bronze; semelhante a esta era a outra coluna com a rede. 18Levou também o chefe da guarda a Seraías, sumo sacerdote, e a Sofonias, segundo sacerdote, e os três guardas da porta. 19Da cidade tomou a um oficial, que era comandante das tropas de guerra, e cinco homens dos que eram conselheiros do rei e se achavam na cidade, como também ao escrivão-mor do exército, que alistava o povo da terra, e sessenta homens do povo do lugar, que se achavam na cidade. 20Tomando-os, Nebuzaradã, o chefe da guarda, levou-os ao rei da Babilônia, a Ribla. 21O rei da Babilônia os feriu e os matou em Ribla, na terra de Hamate. Assim, Judá foi levado cativo para fora da sua terra. 22Quanto ao povo que ficara na terra de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, que o deixara ficar, nomeou governador sobre ele a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã.

Ismael mata a Gedalias

23Ouvindo, pois, os capitães dos exércitos, eles e os seus homens, que o rei da Babilônia nomeara governador a Gedalias, vieram ter com este em Mispa, a saber, Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho de Tanumete, o netofatita, e Jazanias, filho do maacatita, eles e os seus homens. 24Gedalias jurou a eles e aos seus homens e lhes disse: Nada temais da parte dos caldeus; ficai na terra, servi ao rei da Babilônia, e bem vos irá.

25.22-24
Jr 40.7-9
25Sucedeu, porém, que, no sétimo mês,
25.25
Jr 41.1-3
veio Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, de família real, e dez homens, com ele, e feriram Gedalias, e ele morreu, como também aos judeus e aos caldeus que estavam com ele em Mispa. 26Então, se levantou todo o povo, tanto os pequenos como os grandes, como também os capitães das tropas, e foram para o Egito,
25.26
Jr 43.5-7
porque temiam aos caldeus.

Libertado e honrado o rei Joaquim

Jr 52.31-34

27No trigésimo sétimo ano do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no dia vinte e sete do duodécimo mês, Evil-Merodaque, rei da Babilônia, no ano em que começou a reinar, libertou do cárcere a Joaquim, rei de Judá. 28Falou com ele benignamente e lhe deu lugar de mais honra do que a dos reis que estavam com ele na Babilônia. 29Mudou-lhe as vestes do cárcere, e Joaquim passou a comer pão na sua presença todos os dias da sua vida. 30E da parte do rei lhe foi dada subsistência vitalícia, uma pensão diária, durante os dias da sua vida.

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