Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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Paulo cumpre o seu ministério com fidelidade

41Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; 2pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. 3Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, 4nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 5Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. 6Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz,

4.6
Gn 1.3
ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.

O poder de Paulo vem só de Deus

7Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. 8Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; 9perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; 10levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 11Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 12De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida. 13Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito:

Eu cri; por isso, é que falei.

4.13
Sl 116.10

Também nós cremos; por isso, também falamos, 14sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco. 15Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.

O desígnio e efeito das aflições

16Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 17Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.