Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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O reinado de Abias

1Rs 15.1-8

131No décimo oitavo ano do rei Jeroboão, Abias começou a reinar sobre Judá. Três anos reinou em Jerusalém. 2Era o nome de sua mãe Micaía, filha de Uriel, de Gibeá. Também houve guerra entre Abias e Jeroboão. 3Abias ordenou a peleja com um exército de valentes guerreiros, de quatrocentos mil homens escolhidos; e Jeroboão dispôs contra ele a batalha com oitocentos mil homens escolhidos, todos guerreiros valentes. 4Pôs-se Abias em pé no alto do monte Zemaraim, que está na região montanhosa de Efraim, e disse: Ouvi-me, Jeroboão e todo o Israel: 5Não vos convém saber que o Senhor, Deus de Israel, deu para sempre a Davi a soberania de Israel, a ele e a seus filhos, por uma aliança de sal? 6Contudo, se levantou Jeroboão, filho de Nebate, servo de Salomão, filho de Davi, e se rebelou contra seu senhor. 7Ajuntou-se a ele gente vadia, homens malignos; fortificaram-se contra Roboão, filho de Salomão; sendo Roboão ainda jovem e indeciso, não lhes pôde resistir.

8Agora, pensais que podeis resistir ao reino do Senhor, que está nas mãos dos filhos de Davi; bem sois vós uma grande multidão e tendes convosco os bezerros de ouro que Jeroboão vos fez para deuses. 9Não lançastes fora os sacerdotes do Senhor, os filhos de Arão e os levitas, e não fizestes para vós outros sacerdotes, como as gentes das outras terras? Qualquer que vem a consagrar-se com um novilho e sete carneiros logo se faz sacerdote daqueles que não são deuses. 10Porém, quanto a nós, o Senhor é nosso Deus, e nunca o deixamos; temos sacerdotes, que ministram ao Senhor, a saber, os filhos de Arão e os levitas na sua obra. 11Cada dia, de manhã e à tarde, oferecem holocaustos e queimam incenso aromático, dispondo os pães da proposição sobre a mesa puríssima e o candeeiro de ouro e as suas lâmpadas para se acenderem cada tarde, porque nós guardamos o preceito do Senhor, nosso Deus; porém vós o deixastes. 12Eis que Deus está conosco, à nossa frente, como também os seus sacerdotes, tocando com as trombetas, para rebate contra vós outros, ó filhos de Israel; não pelejeis contra o Senhor, Deus de vossos pais, porque não sereis bem-sucedidos. 13Mas Jeroboão ordenou aos que estavam de emboscada que fizessem uma volta e dessem contra eles por detrás; de maneira que estavam em frente dos homens de Judá, e a emboscada, por detrás deles. 14Olhou Judá e viu que a peleja estava por diante e por detrás; então, clamaram ao Senhor, e os sacerdotes tocaram as trombetas. 15Os homens de Judá gritaram; quando gritavam, feriu Deus a Jeroboão e a todo o Israel diante de Abias e de Judá. 16Os filhos de Israel fugiram de diante de Judá, pois Deus os entregara nas suas mãos. 17De maneira que Abias e o seu povo fizeram grande matança entre eles; porque caíram feridos de Israel quinhentos mil homens escolhidos. 18Assim, foram humilhados os filhos de Israel naquele tempo; prevaleceram os filhos de Judá, porque confiaram no Senhor, Deus de seus pais. 19Abias perseguiu a Jeroboão e lhe tomou cidades: Betel, Jesana e Efrom, com suas respectivas vilas. 20Jeroboão não restaurou mais o seu poder no tempo de Abias; feriu o Senhor a Jeroboão, que morreu. 21Abias, porém, se fortificou, e tomou para si catorze mulheres, e gerou vinte e dois filhos e dezesseis filhas. 22Quanto aos mais atos de Abias, tanto o que fez como o que disse, estão escritos no Livro da História do Profeta Ido.

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O reinado de Asa

1Rs 15.9-24

141Abias descansou com seus pais, e o sepultaram na Cidade de Davi. Em seu lugar reinou seu filho Asa, em cujos dias a terra esteve em paz dez anos. 2Asa fez o que era bom e reto perante o Senhor, seu Deus. 3Porque aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. 4Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento. 5Também aboliu de todas as cidades de Judá o culto nos altos e os altares do incenso; e houve paz no seu reinado.

6Edificou cidades fortificadas em Judá, pois havia paz na terra, e não houve guerra contra ele naqueles anos, porquanto o Senhor lhe dera repouso. 7Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está em paz diante de nós, pois temos buscado ao Senhor, nosso Deus; temo-lo buscado, e ele nos deu repouso de todos os lados. 8Edificaram e prosperaram. Tinha Asa, no seu exército, trezentos mil de Judá, que traziam pavês e lança, e duzentos e oitenta mil de Benjamim, que traziam escudo e atiravam com arco; todos eram homens valentes.

Asa vence a Zerá, o etíope

9Zerá, o etíope, saiu contra eles, com um exército de um milhão de homens e trezentos carros, e chegou até Maressa. 10Então, Asa saiu contra ele; e ordenaram a batalha no vale de Zefatá, perto de Maressa. 11Clamou Asa ao Senhor, seu Deus, e disse: Senhor, além de ti não há quem possa socorrer numa batalha entre o poderoso e o fraco; ajuda-nos, pois, Senhor, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão. Senhor, tu és o nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem. 12O Senhor feriu os etíopes diante de Asa e diante de Judá; e eles fugiram. 13Asa e o povo que estava com ele os perseguiram até Gerar; e caíram os etíopes sem restar nem um sequer; porque foram destroçados diante do Senhor e diante do seu exército, e levaram dali mui grande despojo. 14Feriram todas as cidades ao redor de Gerar, porque o terror do Senhor as havia invadido; e saquearam todas as cidades, porque havia nelas muita presa. 15Também feriram as tendas dos donos do gado, levaram ovelhas em abundância e camelos e voltaram para Jerusalém.

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As reformas religiosas de Asa

151Veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede. 2Este saiu ao encontro de Asa e lhe disse: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim. O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará. 3Israel esteve por muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei. 4Mas, quando, na sua angústia, eles voltaram ao Senhor, Deus de Israel, e o buscaram, foi por eles achado. 5Naqueles tempos, não havia paz nem para os que saíam nem para os que entravam, mas muitas perturbações sobre todos os habitantes daquelas terras. 6Porque nação contra nação e cidade contra cidade se despedaçavam, pois Deus os conturbou com toda sorte de angústia. 7Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa.

8Ouvindo, pois, Asa estas palavras e a profecia do profeta, filho de Odede, cobrou ânimo e lançou as abominações fora de toda a terra de Judá e de Benjamim, como também das cidades que tomara na região montanhosa de Efraim; e renovou o altar do Senhor, que estava diante do pórtico do Senhor. 9Congregou todo o Judá e Benjamim e também os de Efraim, Manassés e Simeão que moravam no seu meio, porque muitos de Israel desertaram para ele, vendo que o Senhor, seu Deus, era com ele. 10Reuniram-se, em Jerusalém, no terceiro mês, no décimo quinto ano do reinado de Asa. 11Naquele dia, ofereceram em sacrifício ao Senhor, do despojo que trouxeram, setecentos bois e sete mil ovelhas. 12Entraram em aliança de buscarem ao Senhor, Deus de seus pais, de todo o coração e de toda a alma; 13e de que todo aquele que não buscasse ao Senhor, Deus de Israel, morresse, tanto o menor como o maior, tanto homem como mulher. 14Juraram ao Senhor, em alta voz, com júbilo, e com clarins, e com trombetas. 15Todo o Judá se alegrou por motivo deste juramento, porque, de todo o coração, eles juraram e, de toda a boa vontade, buscaram ao Senhor, e por eles foi achado. O Senhor lhes deu paz por toda parte.

16O rei Asa depôs também a Maaca, sua mãe, da dignidade de rainha-mãe, porquanto ela havia feito a Aserá, uma abominável imagem; Asa destruiu-lhe a imagem, que, feita em pó, queimou no vale de Cedrom. 17Os altos, porém, não foram tirados de Israel; todavia, o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias. 18Trouxe à Casa de Deus as coisas consagradas por seu pai e as coisas que ele mesmo consagrara: prata, ouro e objetos de utilidade. 19Não houve guerra até ao trigésimo quinto ano do reinado de Asa.

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