Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
3

A vida exemplar cristã: deveres dos casados

31Mulheres,

3.1
Ef 5.22
Cl 3.18
sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, 2ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. 3Não seja o adorno
3.3
1Tm 2.9
da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; 4seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. 5Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido, 6como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor,
3.6
Gn 18.12
da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.

7Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.

A vida exemplar cristã: o amor fraternal

8Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, 9não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. 10Pois

quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente;

11aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la.

12Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males.

3.10-12
Sl 34.12-16

A prática do bem. A longanimidade segundo o exemplo de Cristo

13Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? 14Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça,

3.14
Mt 5.10
bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; 15antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,
3.14-15
Is 8.12-13
16fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, 17porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal. 18Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, 19no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, 20os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé,
3.20
Gn 6.1—7.24
enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água, 21a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo; 22o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes.

4

A morte para o pecado e a pureza de vida

41Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 2para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 3Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 4Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, 5os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; 6pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.

Alguns deveres dos crentes uns para com os outros

7Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. 8Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

4.8
Pv 10.12
9Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. 10Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 11Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!

O sofrermos por Cristo é privilégio glorioso

12Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; 13pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. 14Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. 15Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; 16mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome. 17Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? 18E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador?

4.18
Pv 11.31
19Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.

5

Os deveres do ministério

51Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada: 2pastoreai o rebanho

5.2
Jo 21.15-17
de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; 3nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. 4Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.

Vários conselhos. Votos, saudações finais e bênção

5Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.

5.5
Pv 3.34
6Humilhai-vos,
5.6
Mt 23.12
Lc 14.11
18.14
portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, 7lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 8Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; 9resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. 10Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. 11A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!

12Por meio de Silvano,

5.12
At 15.22,40
que para vós outros é fiel irmão, como também o considero, vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes. 13Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos.
5.13
At 12.12,25
13.13
15.37-39
Cl 4.10
Fm 24
14Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor.

Paz a todos vós que vos achais em Cristo.