Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
16

A profecia de Jeú contra Baasa

161Então, veio a palavra do Senhor a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa, dizendo: 2Porquanto te levantei do pó e te constituí príncipe sobre o meu povo de Israel, e tens andado no caminho de Jeroboão e tens feito pecar a meu povo de Israel, irritando-me com os seus pecados, 3eis que te exterminarei a ti, Baasa, e os teus descendentes e farei à tua casa como à casa de Jeroboão, filho de Nebate. 4Quem morrer a Baasa na cidade, os cães o comerão, e o que dele morrer no campo aberto, as aves do céu o comerão. 5Quanto aos mais atos de Baasa, e ao que fez, e ao seu poder, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel? 6Baasa descansou com seus pais e foi sepultado em Tirza; e Elá, seu filho, reinou em seu lugar. 7Assim, veio a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua descendência; e isso por todo o mal que fizera perante o Senhor, irritando-o com as suas obras, para ser como a casa de Jeroboão, e também porque matara a casa de Jeroboão.

O reinado de Elá, de Israel, e a conspiração de Zinri

8No vigésimo sexto ano de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel; e reinou dois anos. 9Zinri, seu servo, comandante da metade dos carros, conspirou contra ele. Achava-se Elá em Tirza, bebendo e embriagando-se em casa de Arsa, seu mordomo em Tirza. 10Entrou Zinri, e o feriu, e o matou, no ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá; e reinou em seu lugar. 11Logo que começou a reinar e se assentou no trono, feriu todos os descendentes de Baasa; não lhe deixou nenhum do sexo masculino, nem dos parentes, nem dos seus amigos. 12Assim, exterminou Zinri todos os descendentes de Baasa, segundo a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Jeú, contra Baasa, 13por todos os pecados de Baasa, e os pecados de Elá, seu filho, que cometeram, e pelos que fizeram Israel cometer, irritando ao Senhor, Deus de Israel, com os seus ídolos. 14Quanto aos mais atos de Elá e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?

O reinado de Zinri, de Israel

15No ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá, reinou Zinri sete dias em Tirza; e o povo estava acampado contra Gibetom, que era dos filisteus. 16O povo que estava acampado ouviu dizer: Zinri conspirou contra o rei e o matou. Pelo que todo o Israel, no mesmo dia, no arraial, constituiu rei sobre Israel a Onri, comandante do exército. 17Subiu Onri de Gibetom, e todo o Israel, com ele, e sitiaram Tirza. 18Vendo Zinri que a cidade era tomada, foi-se ao castelo da casa do rei, e o queimou sobre si, e morreu, 19por causa dos pecados que cometera, fazendo o que era mau perante o Senhor, andando no caminho de Jeroboão e no pecado que cometera, fazendo pecar a Israel. 20Quanto aos mais atos de Zinri e à conspiração que fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?

O reinado de Onri, de Israel

21Então, o povo de Israel se dividiu em dois partidos: metade do povo seguia a Tibni, filho de Ginate, para o fazer rei, e a outra metade seguia a Onri. 22Mas o povo que seguia a Onri prevaleceu contra o que seguia a Tibni, filho de Ginate. Tibni morreu, e passou a reinar Onri. 23No trigésimo primeiro ano de Asa, rei de Judá, Onri começou a reinar sobre Israel e reinou doze anos. Em Tirza, reinou seis anos. 24De Semer comprou ele o monte de Samaria por dois talentos de prata e o fortificou; à cidade que edificou sobre o monte, chamou-lhe Samaria, nome oriundo de Semer, dono do monte.

25Fez Onri o que era mau perante o Senhor; fez pior do que todos quantos foram antes dele. 26Andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, como também nos pecados com que este fizera pecar a Israel, irritando ao Senhor, Deus de Israel, com os seus ídolos. 27Quanto aos mais atos de Onri, ao que fez e ao poder que manifestou, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel? 28Onri descansou com seus pais e foi sepultado em Samaria; e Acabe, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado de Acabe, de Israel. Seu casamento com Jezabel

29Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos. 30Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. 31Como se fora coisa de somenos andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou. 32Levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. 33Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele. 34Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó; quando lhe lançou os fundamentos, morreu-lhe Abirão, seu primogênito; quando lhe pôs as portas, morreu Segube, seu último, segundo a palavra do Senhor, que falara por intermédio de Josué,

16.34
Js 6.26
filho de Num.

17

Elias prediz grande seca. Corvos o sustentam

171Então, Elias,

17.1
Tg 5.17
o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra. 2Veio-lhe a palavra do Senhor, dizendo: 3Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. 4Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem. 5Foi, pois, e fez segundo a palavra do Senhor; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. 6Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente. 7Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.

Elias e a viúva de Sarepta

8Então, lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: 9Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva

17.9
Lc 4.25-26
que te dê comida. 10Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. 11Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. 12Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. 13Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. 14Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 15Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. 16Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias.

17Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. 18Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho? 19Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama; 20então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? 21E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. 22O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. 24Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.

18

Elias apresenta-se diante de Acabe

181Muito tempo depois, veio a palavra do Senhor a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra. 2Partiu, pois, Elias a apresentar-se a Acabe; e a fome era extrema em Samaria. 3Acabe chamou a Obadias, o mordomo. (Obadias temia muito ao Senhor, 4porque, quando Jezabel exterminava os profetas do Senhor, Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu numa cova, e os sustentou com pão e água.) 5Disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água e a todos os vales; pode ser que achemos erva, para que salvemos a vida aos cavalos e mulos e não percamos todos os animais. 6Repartiram entre si a terra, para a percorrerem; Acabe foi à parte por um caminho, e Obadias foi sozinho por outro.

7Estando Obadias já de caminho, eis que Elias se encontrou com ele. Obadias, reconhecendo-o, prostrou-se com o rosto em terra e disse: És tu meu senhor Elias? 8Respondeu-lhe ele: Sou eu; vai e dize a teu senhor: Eis que aí está Elias. 9Porém ele disse: Em que pequei, para que entregues teu servo na mão de Acabe, e ele me mate? 10Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, não houve nação nem reino aonde o meu senhor não mandasse homens à tua procura; e, dizendo eles: Aqui não está; fazia jurar aquele reino e aquela nação que te não haviam achado. 11Agora, tu dizes: Vai, dize a teu senhor: Eis que aí está Elias. 12Poderá ser que, apartando-me eu de ti, o Espírito do Senhor te leve não sei para onde, e, vindo eu a dar as novas a Acabe, e não te achando ele, me matará; eu, contudo, teu servo, temo ao Senhor desde a minha mocidade. 13Acaso, não disseram a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava os profetas do Senhor, como escondi cem homens dos profetas do Senhor, de cinquenta em cinquenta, numas covas, e os sustentei com pão e água? 14E, agora, tu dizes: Vai, dize a teu senhor: Eis que aí está Elias. Ele me matará. 15Disse Elias: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, perante cuja face estou, deveras, hoje, me apresentarei a ele. 16Então, foi Obadias encontrar-se com Acabe e lho anunciou; e foi Acabe ter com Elias.

17Vendo-o, disse-lhe: És tu, ó perturbador de Israel? 18Respondeu Elias: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins. 19Agora, pois, manda ajuntar a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel.

Elias e os profetas de Baal no monte Carmelo

20Então, enviou Acabe mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo. 21Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. 22Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei dos profetas do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens. 23Deem-se-nos, pois, dois novilhos; escolham eles para si um dos novilhos e, dividindo-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. 24Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra. 25Disse Elias aos profetas de Baal: Escolhei para vós outros um dos novilhos, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome de vosso deus; e não lhe metais fogo. 26Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; e, manquejando, se movimentavam ao redor do altar que tinham feito. 27Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará. 28E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue. 29Passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma. 30Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas. 31Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome.

18.31
Gn 32.28
35.10
32Com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois, fez um rego em redor do altar tão grande como para semear duas medidas de sementes. 33Então, armou a lenha, dividiu o novilho em pedaços, pô-lo sobre a lenha 34e disse: Enchei de água quatro cântaros e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. Disse ainda: Fazei-o segunda vez; e o fizeram. Disse mais: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. 35De maneira que a água corria ao redor do altar; ele encheu também de água o rego.

36No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. 37Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. 38Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. 39O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! 40Disse-lhes Elias: Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.

Elias ora para que chova

41Então, disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque já se ouve ruído de abundante chuva. 42Subiu Acabe a comer e a beber; Elias, porém, subiu ao cimo do Carmelo, e, encurvado para a terra,

18.42
Tg 5.18
meteu o rosto entre os joelhos, 43e disse ao seu moço: Sobe e olha para o lado do mar. Ele subiu, olhou e disse: Não há nada. Então, lhe disse Elias: Volta. E assim por sete vezes. 44À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha. 45Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel. 46A mão do Senhor veio sobre Elias, o qual cingiu os lombos e correu adiante de Acabe, até à entrada de Jezreel.

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