Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
15

O reinado de Abias, de Judá

2Cr 13.1-22

151No décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá. 2Três anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão. 3Andou em todos os pecados que seu pai havia cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai. 4Mas, por amor de Davi, o Senhor, seu Deus, lhe deu uma lâmpada em Jerusalém,

15.4
1Rs 11.36
levantando a seu filho depois dele e dando estabilidade a Jerusalém. 5Porquanto Davi fez o que era reto perante o Senhor e não se desviou de tudo quanto lhe ordenara, em todos os dias da sua vida, senão no caso de Urias, o heteu.
15.5
2Sm 11.1-27
6Houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias da sua vida. 7Quanto aos mais atos de Abias e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá? Também houve guerra entre Abias e Jeroboão. 8Abias descansou com seus pais, e o sepultaram na Cidade de Davi; e Asa, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado de Asa, de Judá

2Cr 14.1-8; 15.16—16.14

9No vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou Asa a reinar sobre Judá. 10Quarenta e um anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão. 11Asa fez o que era reto perante o Senhor, como Davi, seu pai. 12Porque tirou da terra os prostitutos cultuais e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram; 13e até a Maaca, sua mãe, depôs da dignidade de rainha-mãe, porquanto ela havia feito ao poste-ídolo uma abominável imagem; pois Asa destruiu essa imagem e a queimou no vale de Cedrom; 14os altos, porém, não foram tirados; todavia, o coração de Asa foi, todos os seus dias, totalmente do Senhor. 15Trouxe à Casa do Senhor as coisas consagradas por seu pai e as coisas que ele mesmo consagrara: prata, ouro e objetos de utilidade.

16Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias. 17Porque Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair de junto de Asa, rei de Judá, nem chegar a ele. 18Então, Asa tomou toda a prata e ouro restantes nos tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei e os entregou nas mãos de seus servos; e o rei Asa os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Síria, e que habitava em Damasco, dizendo: 19Haja aliança entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai. Eis que te mando um presente, prata e ouro; vai e anula a tua aliança com Baasa, rei de Israel, para que se retire de mim. 20Ben-Hadade deu ouvidos ao rei Asa e enviou os capitães dos seus exércitos contra as cidades de Israel; e feriu a Ijom, a Dã, a Abel-Bete-Maaca e todo o distrito de Quinerete, com toda a terra de Naftali. 21Ouvindo isso, Baasa deixou de edificar a Ramá e ficou em Tirza. 22Então, o rei Asa fez apregoar por toda a região de Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá e a sua madeira, com que Baasa a edificara; com elas edificou o rei Asa a Geba de Benjamim e a Mispa. 23Quanto aos mais atos de Asa, e a todo o seu poder, e a tudo quanto fez, e às cidades que edificou, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá? Porém, no tempo da sua velhice, padeceu dos pés. 24Descansou Asa com seus pais e com eles foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai; e Josafá, seu filho, reinou em seu lugar.

O mau reinado de Nadabe, de Israel

25Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no ano segundo de Asa, rei de Judá; e reinou sobre Israel dois anos. 26Fez o que era mau perante o Senhor e andou nos caminhos de seu pai e no pecado com que seu pai fizera pecar a Israel.

27Conspirou contra ele Baasa, filho de Aías, da casa de Issacar, e o feriu em Gibetom, que era dos filisteus, quando Nadabe e todo o Israel cercavam Gibetom. 28Baasa, no ano terceiro de Asa, rei de Judá, matou a Nadabe e passou a reinar em seu lugar. 29Logo que começou a reinar, matou toda a descendência de Jeroboão;

15.29
1Rs 14.10
não lhe deixou ninguém com vida, a todos exterminou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio do seu servo Aías, o silonita, 30por causa dos pecados que Jeroboão cometera e pelos que fizera Israel cometer, por causa da provocação com que irritara ao Senhor, Deus de Israel. 31Quanto aos mais atos de Nadabe e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel? 32Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.

O reinado de Baasa, de Israel

33No ano terceiro de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar sobre todo o Israel, em Tirza, e reinou vinte e quatro anos. 34Fez o que era mau perante o Senhor e andou no caminho de Jeroboão e no seu pecado, o qual fizera Israel cometer.

16

A profecia de Jeú contra Baasa

161Então, veio a palavra do Senhor a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa, dizendo: 2Porquanto te levantei do pó e te constituí príncipe sobre o meu povo de Israel, e tens andado no caminho de Jeroboão e tens feito pecar a meu povo de Israel, irritando-me com os seus pecados, 3eis que te exterminarei a ti, Baasa, e os teus descendentes e farei à tua casa como à casa de Jeroboão, filho de Nebate. 4Quem morrer a Baasa na cidade, os cães o comerão, e o que dele morrer no campo aberto, as aves do céu o comerão. 5Quanto aos mais atos de Baasa, e ao que fez, e ao seu poder, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel? 6Baasa descansou com seus pais e foi sepultado em Tirza; e Elá, seu filho, reinou em seu lugar. 7Assim, veio a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua descendência; e isso por todo o mal que fizera perante o Senhor, irritando-o com as suas obras, para ser como a casa de Jeroboão, e também porque matara a casa de Jeroboão.

O reinado de Elá, de Israel, e a conspiração de Zinri

8No vigésimo sexto ano de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel; e reinou dois anos. 9Zinri, seu servo, comandante da metade dos carros, conspirou contra ele. Achava-se Elá em Tirza, bebendo e embriagando-se em casa de Arsa, seu mordomo em Tirza. 10Entrou Zinri, e o feriu, e o matou, no ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá; e reinou em seu lugar. 11Logo que começou a reinar e se assentou no trono, feriu todos os descendentes de Baasa; não lhe deixou nenhum do sexo masculino, nem dos parentes, nem dos seus amigos. 12Assim, exterminou Zinri todos os descendentes de Baasa, segundo a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Jeú, contra Baasa, 13por todos os pecados de Baasa, e os pecados de Elá, seu filho, que cometeram, e pelos que fizeram Israel cometer, irritando ao Senhor, Deus de Israel, com os seus ídolos. 14Quanto aos mais atos de Elá e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?

O reinado de Zinri, de Israel

15No ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá, reinou Zinri sete dias em Tirza; e o povo estava acampado contra Gibetom, que era dos filisteus. 16O povo que estava acampado ouviu dizer: Zinri conspirou contra o rei e o matou. Pelo que todo o Israel, no mesmo dia, no arraial, constituiu rei sobre Israel a Onri, comandante do exército. 17Subiu Onri de Gibetom, e todo o Israel, com ele, e sitiaram Tirza. 18Vendo Zinri que a cidade era tomada, foi-se ao castelo da casa do rei, e o queimou sobre si, e morreu, 19por causa dos pecados que cometera, fazendo o que era mau perante o Senhor, andando no caminho de Jeroboão e no pecado que cometera, fazendo pecar a Israel. 20Quanto aos mais atos de Zinri e à conspiração que fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?

O reinado de Onri, de Israel

21Então, o povo de Israel se dividiu em dois partidos: metade do povo seguia a Tibni, filho de Ginate, para o fazer rei, e a outra metade seguia a Onri. 22Mas o povo que seguia a Onri prevaleceu contra o que seguia a Tibni, filho de Ginate. Tibni morreu, e passou a reinar Onri. 23No trigésimo primeiro ano de Asa, rei de Judá, Onri começou a reinar sobre Israel e reinou doze anos. Em Tirza, reinou seis anos. 24De Semer comprou ele o monte de Samaria por dois talentos de prata e o fortificou; à cidade que edificou sobre o monte, chamou-lhe Samaria, nome oriundo de Semer, dono do monte.

25Fez Onri o que era mau perante o Senhor; fez pior do que todos quantos foram antes dele. 26Andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, como também nos pecados com que este fizera pecar a Israel, irritando ao Senhor, Deus de Israel, com os seus ídolos. 27Quanto aos mais atos de Onri, ao que fez e ao poder que manifestou, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel? 28Onri descansou com seus pais e foi sepultado em Samaria; e Acabe, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado de Acabe, de Israel. Seu casamento com Jezabel

29Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos. 30Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. 31Como se fora coisa de somenos andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou. 32Levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. 33Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele. 34Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó; quando lhe lançou os fundamentos, morreu-lhe Abirão, seu primogênito; quando lhe pôs as portas, morreu Segube, seu último, segundo a palavra do Senhor, que falara por intermédio de Josué,

16.34
Js 6.26
filho de Num.

17

Elias prediz grande seca. Corvos o sustentam

171Então, Elias,

17.1
Tg 5.17
o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra. 2Veio-lhe a palavra do Senhor, dizendo: 3Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. 4Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem. 5Foi, pois, e fez segundo a palavra do Senhor; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão. 6Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente. 7Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.

Elias e a viúva de Sarepta

8Então, lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: 9Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva

17.9
Lc 4.25-26
que te dê comida. 10Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. 11Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. 12Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. 13Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. 14Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 15Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. 16Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias.

17Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. 18Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho? 19Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama; 20então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? 21E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. 22O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. 24Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.